Aplicativo promete agilizar a identificação de focos do Aedes

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Ferramenta tecnológica de rápido e fácil acesso, capaz de registrar focos do Aedes aegypti, além de notificar em tempo real os casos suspeitos de dengue, chikungunya e zika vírus.

Esse é o objetivo aplicativo Mosquito Zero, desenvolvido pelo gerente em pesquisa do Núcleo de Tecnologia da Informação da Secretaria Municipal da Saúde, Alex Sandro Correia.

O dispositivo que estará disponível em duas plataformas – através do app com compatibilidade para Android e IOS, bem como, um portal na internet -, promete ser mais uma importante arma no enfrentamento das arboviroses.

“Com um smartfone ou tablet qualquer cidadão poderá tirar uma foto de um possível foco do mosquito e enviar para nossa central de monitoramento. O sistema operacional registrará as coordenadas geográficas do local e as informações coletadas servirão como subsídio para nortear as ações contingência do vetor”, explicou Alex Sandro Correia.

Além de acelerar a identificação dos focos do mosquito, o software também possibilitará o registro online dos casos suspeitos de dengue, chikungunya e zika, gerando um mapa da situação das patologias em cada localidade do município.

“Teremos uma tela exclusiva para o usuário preencher os dados pessoais e sinalizar o quadro clínico. De acordo com os sintomas especificados, o sistema gera automaticamente uma estimativa de qual das arboviroses o cidadão está acometido, bem como, sinalizará quais os postos de saúde da rede pública da região que o mesmo deverá procurar para confirmar o diagnóstico” esclareceu o técnico responsável pelo desenvolvimento do projeto.

Em 2014, o aplicativo foi vencedor do concurso Ideias Inovadoras da FAPESB, o único no Brasil aprovado no chamamento público do Ministério da Saúde para financiamento. Desde então, o projeto aguarda o envio dos recursos do Ministério da Saúde para que o mesmo possa ser efetivado.

“O Mosquito Zero foi o único programa no país selecionado pelo Governo Federal para receber recursos que viabilizassem o funcionamento. O valor disponibilizado (menos de 200 mil reais) já está empenhado há mais de quatro meses e não foi repassado ainda por conta de um problema no sistema de pagamento do Ministério [da Saúde] que foi estabilizado na semana passada”, declarou Correia, afirmando ainda que a expectativa é que o aplicativo esteja disponível para utilização em até 90 dias após a liberação do recurso.

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